lunes, 24 de julio de 2017

CHILE: En Concepción, 300 0breros toman obra de la cárcel del Manzano. (El Pueblo)

CONCEPCIÓN: 300 OBREROS TOMAN OBRAS DE LA CÁRCEL EL MANZANO

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COMUNICADO PÚBLICO

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SINTRASAR CHILE- CONFLICTO EMPRESA CLARO VICUÑA VALENZUELA RECONSTRUCCIÓN CÁRCEL EL MANZANO CONCEPCIÓN

EL DIRECTORIO NACIONAL DEL SINDICATO  SINTRASAR  CHILE  ANTE LOS HECHOS DE MOVILIZACIÓN Y ABANDONO DE OBRAS  QUE ESTÁN OCURRIENDO EN LA OBRA  DE RECONSTRUCIÓN Y AMPLIACION DEL CENTRO PENINTENCIARIO EN LA CIUDAD DE CONCEPCIÓN  EL MANZANO DECLARA:

1.- CON FECHA 05 DE JULIO EL SINDICATO PRESENTÓ UN PROYECTO DE CONTRATO COLECTIVO SEGÚN LO ESTABLECIDO EN LA NUEVA REFORMA LABORAL, ARTÍCULO 364 DEL CODIGO LABORAL, INGRESADO A LA INSPECCIÓN DEL TRABAJO DE CONCEPCIÓN EL DÍA 5 DE JULIO.

2.- LA EMPRESA EN PROCESO DE NEGOCIACIÓN HA DESPEDIDO A TRABAJADORES EN NEGOCIACIÓN COLECTIVA REGLADA INTEREMPRESA, PESE A QUE ESTOS GOZAN DE FUERO POR ESTE PERÍODO, ESTE SÁBADO 22 DE JULIO LA EMPRESA DESPIDIÓ MASIVAMENTE A TRABAJADORES AFILIADOS AL SINDICATO, Y A SU VEZ, ESTÁ CONTRATANDO TRABAJADORES NUEVOS POR SALARIOS MÁS BAJOS.

3.- DENUNCIAMOS LAS PRÁCTICAS ANTISINDICALES Y DESLEALES COMETIDAS POR LA EMPRESA CONSTRUCTORA CLARO VICUÑA VALENZUELA A VISTA Y PACIENCIA DEL ESTADO COMO MANDANTE Y EL ESTADO COMO PROTECTOR DE LOS DERECHOS LABORALES, ACCIONES COMETIDAS EN CONTRA DE LOS SOCIOS DEL SINDICATO NACIONAL SINTRASAR.

4.- SOLICITAMOS A LA INSPECCIÓN DEL TRABAJO A MEDIAR EN EL CONFLICTO Y QUE HAGA RESPETAR LOS DERECHOS CONSTITUCIONALES DE LOS TRABAJADORES.


DIRECTORIO NACIONAL SINTRAR CHILE
CONCEPCIÓN 22 DE JULIO 2017


 Fono contacto 968684595

domingo, 23 de julio de 2017

100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro. Un texto do Núcleo de Estudos marxistas-leninistas-maoistas, na AND.

100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro:
O Partido Bolchevique prepara a insurreição armada

No período de 26 de julho (8 de agosto) a 3 agosto (16 de agosto) de 1917, reuniu-se, em Petrogrado, o VI Congresso do Partido Bolchevique1.





Em meio a uma campanha contrarrevolucionária incrivelmente encarniçada movida pela imprensa burguesa e pequeno-burguesa, as sessões do Congresso se realizaram na clandestinidade. Assim, embora a convocação do Congresso tenha sido anunciada publicamente, não foi indicado o local em que ocorreria. A imprensa burguesa pedia a prisão de todos os congressistas. Mas, se bem que os esbirros da polícia se pusessem a campo para descobrir o lugar que se reunia o Congresso, não conseguiram encontrá-lo.
Lenin, na clandestinidade, era procurado pelos agentes da Okhrana2 a serviço do Governo Provisório e não pôde assistir ao Congresso, mas dirigiu suas tarefas desde o esconderijo onde se encontrava por meio de seus discípulos e colaboradores em Petrogrado: Stalin, Sverdlov, Molotov e Ordjonikidze.
A repressão contra os Bolcheviques e contra a classe operária nas Jornadas de Julho, longe de diminuir a influência do Partido Bolchevique, só serviu para aumentá-la.
Os delegados de base expuseram perante o Congresso uma grande quantidade de fatos demonstrativos de que os operários e os soldados começavam a abandonar em massa os mencheviques e socialistas-revolucionários, os quais ficaram conhecidos pela alcunha de “social-carcereiros”. Os operários e soldados rompiam com esses partidos oportunistas e solicitavam ingresso nas fileiras bolcheviques.
Um Congresso para a insurreição armada
Os problemas fundamentais apresentados ao Congresso Bolchevique foram: o informe do Comitê Central e o da situação política. Em seus informes sobre estes problemas, o camarada Stalin ressaltou com toda a clareza e precisão que, apesar de todos os esforços da burguesia para esmagar a revolução, esta crescia e se desenvolvia. Assinalou que a revolução colocava o problema da implantação do controle operário sobre a produção e a distribuição de produtos, da entrega das terras aos camponeses e da passagem do Poder das mãos da burguesia para as mãos da classe operária e dos camponeses pobres. E disse que a revolução se convertia, por seu caráter, em uma revolução socialista.
Depois das Jornadas de Julho, a concentração do Poder nas mãos do Governo Provisório da burguesia com a perseguição dos revolucionários e dos Sovietes, convertidos em apêndices do governo reacionário e reduzidos à impotência com a direção socialista-revolucionária e menchevique, havia posto fim à possibilidade de desenvolvimento pacífico da revolução. Só cabia – dizia o camarada Stalin – uma solução: derrubar o Governo Provisório e tomar o Poder pela força. E só o proletariado, aliado aos camponeses pobres, podia tomar o Poder pela força.
Como bem registrou as atas do VI Congresso: “O período pacífico da revolução terminou, começou o período não pacífico da revolução, um período de choques e explosões [...]”3. O Partido caminhava para a insurreição armada.
Luta de duas linhas
No Congresso houve quem, refletindo a influência burguesa, se manifestasse contra o rumo para a revolução socialista. O trotskista Preobrazhenski propôs que na resolução sobre a conquista do Poder se dissesse que só se poderia encaminhar o país pela senda do socialismo se a revolução proletária triunfasse na Europa Ocidental. Proposição esta combatida pelo camarada Stalin: “Não está afastada a possibilidade de que seja precisamente a Rússia o país que inicie a marcha para o socialismo [...]. É preciso rechaçar essa ideia caduca de que só a Europa nos pode ensinar o caminho. Há um marxismo dogmático e um marxismo criador. Eu me situo no terreno do segundo”.4
Bukarin, tomando as velhas e oportunistas teses de Trotsky sobre o campesinato, afirmou que os camponeses tinham ideias defensivas5, que formavam um bloco com a burguesia e não marchariam com a classe operária. Refutando esta posição, o camarada Stalin sustentando as formulações de Lenin sobre o papel revolucionário dos camponeses pobres na revolução democrática e na sua passagem à revolução socialista, demonstrou que havia diversas camadas de camponeses: os camponeses ricos (kulaks), que apoiavam a burguesia imperialista; e os camponeses pobres, que viam na aliança com proletariado a única esperança de conquistar a terra e o apoiavam na luta pelo triunfo da revolução.
As emendas de Preobrazhenski e Bukarin foram rechaçadas pelo VI Congresso, que aprovou o projeto de resolução de Stalin das teses de Lenin.
O Congresso definiu os pontos fundamentais da plataforma econômica do Partido Bolchevique: confiscação das terras dos latifundiários e nacionalização de toda a terra do país, nacionalização dos bancos, nacionalização da grande indústria, controle operário sobre a produção e a distribuição.
A teoria menchevique da neutralidade dos sindicatos foi condenada, afirmando-se no lugar desta que os sindicatos deveriam constituir organizações combativas de classe que acatassem a direção política do Partido Bolchevique. Também uma resolução definiu aproximar as organizações juvenis do Partido, convertendo-as em reservas deste.
Outra importante questão discutida foi o comparecimento de Lenin aos Tribunais da contrarrevolução. Trotsky, Rykov, Kamenev e outros já haviam sustentado que Lenin, dirigente e chefe da revolução, se entregasse. Stalin e o Congresso posicionaram-se resolutamente contra essa tendência, protestando contra a campanha policial-burguesa de que eram alvos os dirigentes revolucionários e esclarecendo que tal processo tratava-se de uma repressão com fins de aniquilar fisicamente Lenin.
Os novos estatutos aprovados no VI Congresso determinavam que toda a organização do Partido se basearia nos princípios do centralismo democrático. Assim definiam-se: caráter eletivo de todos os órgãos de direção do Partido de baixo para cima; prestação periódica de contas da gestão dos órgãos perante as organizações do Partido correspondentes; obrigatoriedade incondicional da aplicação das resoluções dos órgãos superiores para os inferiores e todos os membros do Partido.
O Congresso também definiu a forma de ingresso de novos membros ao Partido, por meio das organizações de base, mediante recomendação e por prévia ratificação de assembleia geral da respectiva organização.
O VI Congresso admitiu no Partido os chamados “mezhraiontzi”6, com seu líder Trotsky, os quais  pediram ingresso declarando que estavam identificados em tudo com os Bolcheviques. Alguns deles, como, por exemplo, Volodarski, Uritski e outros, chegaram a se converter em bolcheviques depois de entrarem no Partido. Mas Trotsky e os poucos elementos mais afins a ele não ingressaram no Partido para trabalhar em favor dele, como havia de ficar demonstrado com o correr do tempo, mas sim para, de dentro, enfraquecer e minar a sua força.
Em todas as resoluções, o VI Congresso insistiu de um modo especial na importância da tese leninista sobre a aliança do proletariado e dos camponeses pobres, como condição para o triunfo da revolução socialista, ao mesmo tempo que visavam preparar o proletariado e os camponeses pobres para a insurreição armada, encaminhando o Partido para a revolução socialista.
O manifesto do Partido lançado pelo VI Congresso conclamava os operários, os soldados e os camponeses a prepararem suas forças para os combates decisivos com a burguesia. E terminava com estas palavras:
“Preparai-vos para novas batalhas, camaradas de luta! Permanecei firmes, valentes e serenos, sem vos deixardes levar por provocações, acumulando forças e formando vossas colunas de combate! Agrupai-vos sob a bandeira do Partido, proletários e soldados! Formai sob nossa bandeira, oprimidos do campo!”.

Notas:
1 -  Utilizaremos aqui sempre as datas conforme o calendário juliano, destacando sempre nas datas mais importantes sua correspondência também no calendário gregoriano.
2 - Organização da polícia política do czarismo famosa pelos métodos mais cruéis contra militantes e prisioneiros revolucionários.
3 - Atas do VI Congresso do Partido Comunista (bolchevique) da URSS, pag. 111; 233-234; Edições “Kommunist”, 1919.
4 - Idem
5 - Posição de defesa de continuação da participação da Rússia na guerra.
6 - Pequeno grupo criado em Petrogrado em 1913 do qual faziam parte elementos trotskistas-mencheviques e alguns antigos bolcheviques, desviados do Partido. Durante a guerra, esta organização teve um caráter centrista. Lutava contra os bolcheviques, mas sem estar de acordo em muitas coisas com os mencheviques, pelo que ocupava uma posição intermediária, centrista, vacilante.
Referências:
- História do Partido Comunista (Bolchevique) da U.R.S.S. [Redigido pela Comissão do Comitê Central do P.C. da U.R.S.S., aprovado em 1938], Rio de Janeiro: Vitória, 1945.
- Obras de J.V. Stalin, volume III, 1917, Março - Outubro. Ed. Vitória. Rio, 1953. Traduzido da edição Italiana “Opere Complete”, vol.3, Ed. Rinascita, Roma, 1951.

jueves, 20 de julio de 2017

INDIA: Tamil Nadu; Aplican ley anti-delicuencia a estudiante de periodismo por las protestas contra oleoducto destructor. (Avani News)

College-going protester slapped with Goondas Act, labelled Maoist sympathiser


Tamil Nadu police in Kathiramangalam this week arrested a second-year journalism student under the Goondas Act for taking part in the regionʹs oil pipeline protests. Valarmathi, the student, has also been labelled a Naxal sympathiser by the police.
Valarmathiʹs arrest has made the situation in Kathiramangalam more volatile. The village has been rocked by continuing protests over an ONGC oil pipeline. Protests first broke out on June 30 after villagers noticed viscous substance leaking out from an ONGC pipeline in the area.
Villagers, worried that the leak would damage cultivable land, clashed with ONGC officials, causing Tamil Nadu police to resort to lathicharge, injuring many.
Valarmathi, a second year journalism student, was among the hundreds who joined in the protests in Kathiramangalam. She is said to have issued pamphlets carrying data on how oil pipelines could damage culitavational lands irreparably.
On July 14, she was detained. Police first labelled her a Maoist but then changed their stance, saying she was a ʹMaoist sympathiserʹ.
On July 16, Valarmathi was charged under the Goondas Act, which deals with bootleggers, drug offenders, goondas, immoral traffic offenders, forest offenders, sand offenders, slum-grabbers and video pirates. She has been locked up in the Coimbatore prison.
ARREST CONDEMNED
Valarmathiʹs arrest has been condemned by various political parties. DMK leader MK Stalin criticsed the arrest, saying it was against the Constitution. "How can a student who was protesting to save nature be booked under Goondas Act?", Stalin questioned.
"Valarmathiʹs arrest only means that AIADMK government doesnʹt want to show any leniency towards anyone protesting against the Center. EPS is doing Modiʹs job", J Anbazagan, a DMK MLA, said.
Apart from the BJP and AIADMK, every party in Tamil Nadu has come out in support of Valarmathi.
Chief Minister Edappadi K. Palaniswami, today attempted to block MK Stalinʹs questions on Valarmathiʹs arrest, by invoking the ʹSection 110ʹ clause, under which nobody in the Assembly can counter argue on the matter.
"Anyone found to instigate people to protest will be charged under Goondas Act", Palaniswami said, going to say that Valarmathi has a history of being arrested more than 6 times, which is why she was booked under the Goondas Act.
The Goondas Act was created to target repeated rapists, murders, illicit alcohol manufactuerers and video pirates.
Notably, a pro-Tamil activist Thirumurugan Gandhi too was once booked under Goondas Act after his continuous criticism of the Center on the Sri Lankan Tamils issue.
Valarmathi was previously arrested in April when she was on her way to Neduvasal to protest against the Tamil Nadu governmentʹs decision to allow shale gas extraction. Valarmathi had then allleged ill treatment at the hands of police, claiming she was made was nude searched six times.

PCP: LAS TRES REGLAS CARDINALES DE DISCIPLINA Y LAS OCHO ADVERTENCIAS DEL PRESIDENTE MAO



 De las Obras Escogidas de Mao Tse-tung

EDICIONES EN LENGUAS EXTRANJERAS PEKIN 1976

Primera edición 1962
Segunda edición 1963

(5a impresión 1976)
Tomo IV, págs. 157-58.

 
INSTRUCCIONES DEL ALTO MANDO DEL  EJERCITO POPULAR DE LIBERACION DE CHINA 
SOBRE LA NUEVA PROMULGACION DE LAS TRES REGLAS CARDINALES DE DISCIPLINA
    Y LAS OCHO ADVERTENCIAS.
(10 DE OCTUBRE DE 1947)
1. Las Tres Reglas Cardinales de Disciplina y las Ocho Advertencias de nuestro ejército[1] se practican desde hace muchos años, pero su contenido varía ligeramente según las tropas de las diferentes regiones. Ahora se las ha unificado y se las promulga de nuevo. Que se tome esta versión como norma para efectuar un profundo trabajo educativo y se las observe estrictamente. En cuanto a otros asuntos que requieren atención, el mando de las fuerzas armadas de las diferentes regiones puede establecer, de acuerdo con las condiciones específicas, puntos adicionales y ordenar su aplicación.

 2. Las Tres Reglas Cardinales de Disciplina son las siguientes:

          1) Obedecer las órdenes en todas las acciones.

          2) No tomar de las masas ni una sola aguja ni un solo trozo de hilo.

          3) Entregar todas las cosas obtenidas como trofeos.

 
3. Las Ocho Advertencias son las siguientes:

          1) Hablar con cortesía.

          2) Pagar con honradez lo que se compre.

          3) Devolver toda cosa solicitada en préstamo.

          4) Indemnizar por todo objeto dañado.

          5) No pegar ni injuriar a la gente.

          6) No estropear los sembrados.

          7) No tomarse libertades con las mujeres.

          8) No maltratar a los prisioneros.
 pág. 158

  
 NOTAS

    [1]Las Tres Reglas Cardinales de Disciplina y las Ocho Advertencias fueron reglas de disciplina formuladas por el camarada Mao Tse-tung para el Ejército Rojo de Obreros y Campesinos de China durante la Segunda Guerra Civil Revolucionaria. Constituyeron parte importante del trabajo político del Ejército Rojo y desempeñaron un gran papel en la formación del ejército popular, en la solución correcta del problema de las relaciones internas del ejército, en la unión de éste con las masas populares y en el establecimiento de la política acertada del ejército popular respecto a los prisioneros. Desde los primeros días del Ejército Rojo, el camarada Mao Tse-tung exigió de los soldados que hablaran cortésmente con las masas, pagaran con honradez todas sus compras, no hicieran levas para trabajos forzosos y no pegaran ni injuriaran a la gente. En la primavera de 1928, cuando el Ejército Rojo de Obreros y Campesinos se hallaba en las montañas Chingkang, el camarada Mao Tse-tung estableció las Tres Reglas de Disciplina: 1) Obedecer las órdenes en las acciones; 2) No tomar nada de los obreros y campesinos, y 3) Entregar a las autoridades toda cosa confiscada a los déspotas locales. En el verano de 1928, elaboró las Seis Advertencias: 1) Restituir las puertas utilizadas como tarimas para dormir; 2) Restituir la paja utilizada como colchones; 3) Hablar con cortesía; 4) Pagar con honradez lo que se compre; 5) Devolver toda cosa solicitada en préstamo, y 6) Indemnizar por todo objeto dañado. Después de 1929, el camarada Mao Tse-tung introdujo las siguientes modificaciones: la 2a regla tomó esta forma: "No tomar de las masas ni una sola aguja ni un solo trozo de hilo"; la 3a regla fue primero modificada así: "Entregar todo el dinero colectado", y luego: "Entregar todas las cosas obtenidas como trofeos". A las Seis Advertencias agregó dos más: "No bañarse a la vista de mujeres" y "No arrebatar a los prisioneros sus efectos personales". Tal fue el origen de las Tres Reglas Cardinales de Disciplina y las Ocho Advertencias.    [pág. 157]

FILIPINAS: Duterte extiende la ley marcial en Mindanao contra el Nuevo Ejército del Pueblo y a favor de los intereses de las multinacionales imperialistas.


El Partido Comunista de Filipinas (PCF) ha denunciado el plan del Presidente de Filipinas, Duterte, para extender la ley marcial en Mindanao, zona donde la guerrilla y la resistencia popular está extendida, hasta el 31 de diciembre de 2017, es decir, para continuar con los abusos militares y policiales, prolongar las restricciones contra las libertades civiles y políticas y agravar las violaciones de los derechos democráticos del pueblo.

Duterte continúa construyendo los cimientos de un gobierno autoritario bajo la tutela imperialista de los EEUU (aunque también coquetea con China y Rusia), y es probable que la mayoría absoluta de vendepatrias del Congreso apruebe sin dudarlo el plan de extensión de la ley marcial en Mindanao.El objetivo principal de Duterte es acabar con la resistencia armada en la ciudad de Marawi, donde la destrucción provocada por el criminal asedio y el incesante bombardeo de las fuerzas del gobierno ha hecho que el pueblo moro empuñe las armas contra los agresores.

La ley marcial en Mindanao está dirigida contra al New People’s Army (Nuevo Ejército Popular, NPA), como al pueblo Moro. Las ofensivas armadas de las fuerzas armadas contra el NPA se han intensificado en los últimos dos meses. Se han llevado a cabo bombardeos aéreos y terrestres en Cotabato Norte, Bukidnon, Davao del Sur, Ciudad de Davao, Davao del Norte, Valle de Compostela y otros lugares. Se han suprimido totalmente los derechos de los trabajadores. Los ataques contra las comunidades civiles han aumentado. Los paramilitares se sienten envalentonados por la ley marcial y están sometiendo al pueblo a amenazas y hostigamientos. En todo Mindanao, al menos 10.000 personas se han visto obligadas a evacuarse en menos de dos meses, además de los 410.000 evacuados de Marawi y otras ciudades cercanas.
La ley marcial de Duterte en Mindanao, que tiene visos de extenderse a todo el país, es un asalto a los derechos y libertades de todos los filipinos. Bajo su camuflaje y la excusa de luchar contra las supuestas bases islamistas en la zona,  las fuerzas militares estadounidenses están llevando a cabo una intervención directa a través de vigilancia electrónica y el uso de drones agresivos, cuyos ataques se producen principalmente por la noche. Está previsto que la represión se endurezca aún más debido a los planes para implementar un sistema nacional de identificación, para restringir los derechos del pueblo a la libre circulación y como una herramienta para la vigilancia de las masas.

El objetivo de Duterte es acallar la respuesta popular para poder aplicar las reformas tributarias, económicas y la concesión de la construcción de infraestructuras a las multinacionales imperialistas, en contra de los intereses del pueblo. 

Las fuerzas revolucionarias de todo el país están firmemente unidas y siempre decididas a resistir la ley marcial en Mindanao. El Nuevo Ejército del Pueblo va a continuar fortaleciéndose a nivel nacional llevando a cabo enfrentamientos armados y ofensivas en todo el país para frenar la ley marcial de Mindanao y extender la guerra a nivel nacional.
Fte: cuestinatelotodo

BRASIL: LCP repúdia represión contra movemento campones

Repúdio a prisão de 48 camponeses e a difamação da LCP


Reproduzimos nota da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia e Amazônia Ocidental sobre a megaoperação policial realizada no dia 17 de julho a mando do gerenciamento estadual de Confúcio Moura/PMDB e do comandante-geral da PM do estado de Rondônia, Ênedy Dias de Araújo, na Fazenda Paraíso, no município de Cujubim, que resultou na prisão de 48 camponeses e em uma intensa campanha odiosa de criminalização da LCP e de seus militantes no monopólio de imprensa do estado.

Conluio entre latifúndio, velho Estado e monopólio de imprensa atacam e criminalizam LCP
No dia 17 de julho, um grande número de policiais fortemente armados e utilizando helicóptero prendeu cerca de 48 pessoas que aparentemente faziam parte do acampamento Enilson Ribeiro 2, que reivindicava as terras da fazenda Paraíso, localizada no Km-29 da Linha MC-07, em Cujubim. Tal operação foi autorizada e dirigida pelo comandante da PM Ênedy, antigo perseguidor do povo e da LCP – Liga dos Camponeses Pobres.
Os monopólios de imprensa desataram uma vez mais campanha de criminalização contra os camponeses e a LCP. Pululam na internet artigos sensacionalistas com títulos como: “Armados com fuzis, invasores trocam tiros com a polícia após invadir e destruir Fazenda”, “LCP troca tiros com a Polícia Militar”, “Os terroristas da LCP atacam”, “A guerrilha voltou a atacar”. Também acusam a LCP de fazer reféns, agressão, usar mulheres e crianças como escudo etc.
Todas acusações mil vezes requentadas e vomitadas pela imprensa lixo, mentirosa, porta voz da polícia e do latifúndio. Tais acusações são na verdade tentativas de atacar a LCP, imputando crimes, para desmoralizar e isolar o movimento, jogando-o contra a opinião pública, com objetivo de incrementar ainda mais a repressão e os assassinatos.
A versão mentirosa do tal confronto armado, cai por terra pelas próprias imagens divulgadas por um site policial. O que se vê são policiais disparando contra a mata e barulho de fogos de artifício. Onde estão os mortos e feridos do enfrentamento? Onde estão as viaturas crivadas de bala? Onde estão os fuzis e armas de grosso calibre a não ser nas mãos dos policiais e nas manchetes dos jornalecos?
E a título de comparação, quando a polícia realmente trocou tiro com um bando de guaxebas* na fazenda Tucumã, ano passado, prendeu um grupo de pistoleiros com verdadeiro arsenal de guerra que antes havia assassinado e queimado 2 jovens, não se fez alarde sobre isso e ainda facilitou a fuga de Moisés, policial guaxeba que chefiava os pistoleiros a mando do fazendeiro e que recentemente foi acusado da comandar a chacina de Colniza, matando 9 camponeses. Posteriormente os demais pistoleiros presos foram soltos. Como sempre dois pesos, duas medidas.
Repudiamos as tentativas de criminalizar a luta pela terra!
Repudiamos todas as tentativas de atacar, difamar e criminalizar a Liga dos Camponeses Pobres!
Repudiamos a onda de perseguição e assassinatos sistemáticos a lideranças camponesas cometidas por bandos armados com a cobertura ou atuação direta de policiais!
Repudiamos a ação da polícia do fascista Ênedy, que desde que assumiu o comando só fez aumentar a perseguição, as prisões, abusos, despejos e assassinatos de camponeses!
Repudiamos as armações feitas pelo latifúndio que cria e financia bandos armados para assassinar, cometer toda sorte de abusos e crimes, e ainda jogar a responsabilidade nas costas dos camponeses!
Reiteramos nosso compromisso e apoio a luta pela destruição do latifúndio e conquista da terra! E conclamamos apoio e solidariedade aos camponeses presos!

O povo quer terra, não repressão!

Viva a Revolução Agrária!

LCP – Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental
Nota:
* Guaxeba: termo popular utilizado para se referir a pistoleiro.

martes, 18 de julio de 2017

A ‘fascist’ democracy: the oxymoron we live with. Anand Teltumbde Jul 18th 2017, National Herald.

  Photo by Adarsh Gupta/Hindustan Times via Getty Images

It’s no longer the individual or the people but chants of ‘one nation, one state, one leader’ that have come to mark our tryst with destiny. You cannot speak of workers’ rights or anti-labour policies

On May 2, the present ruling dispensation eventually confirmed the suspicions of sceptics about India being a democracy. The Attorney General Mukul Rohatgi told a bench of Justices, A K Sikri and Ashok Bhushan, in the Supreme Court that citizens could not claim “absolute” right over their bodies. He waxed eloquent exemplifying it by the laws against committing suicide, termination of pregnancy and drinking that embarrassed even the Supreme Court. But it incidentally bared the fangs of the beast in the garb of democracy. It effectively meant the Indian people, who were supposed to be sovereign could be sacrificed at the altar of the State at the latter’s sweet will.
This is precisely what Mussolini proclaimed in his fascist doctrine. It emphasised the importance of the State and accepted the individual only insofar as his/her interests coincide with those of the State. We were supposed to be a liberal democracy that granted citizens certain rights which could not be overridden by the State. Fascism rejects the liberal notion and reasserts the rights of the State. “The concept of freedom is not absolute because nothing is ever absolute in life. Freedom is not a right, it is a duty. It is not a gift, it is a conquest; it is not equality, it is a privilege.” These familiar phrases being thrown these days by our Jaitleys and Rajnath Singhs are actually the Doctrine of Fascism. In their adoption and reiteration, the Indian State has come to affirm the same fascist doctrine.
Our fundamental rights: Up till now we were told that we had certain rights which were enshrined in the Constitution as fundamental. Article 19 of the Constitution speaks of six rights, viz., right to freedom of speech and expression, right to assemble peaceably and without arms, right to form associations or unions, right to move freely throughout the territory of India, right to reside and settle in any part of the territory of India, right to practice any profession or to carry on any occupation trade or business.
We knew they were not absolute in sense that they could be circumscribed by legislature in certain circumstances which were spelt out in the Constitution. For instance, Clause (2) of Article 19 of the Indian Constitution enabled the legislature to impose certain restrictions on free speech under following heads: security of the State, friendly relations with foreign States, public order, decency and morality, contempt of court, defamation, incitement to an offence, and sovereignty and integrity of India.
They were numerous and vague enough to be potentially misused by the rulers who, however, were expected by the Constitution makers to be gentlemen with minimal level of morality. The restrictions could be imposed, only by a duly enacted law and not by executive action. But we see it having degenerated to the level where they simply shut up people.
If you speak anything except for singing praises for the government, you risk your life. You could be easily charged under sedition or under any of the many draconian laws and sent for life imprisonment, if not hanged. Sixty six students of the Panjab University were booked on sedition charges just for protesting against the huge fee rise. If you speak against the hangings of Afzal Guru or Yakub Memon or protest against the hooliganism of Akhil Bharatiya Vidyarthi Parishad (ABVP), as the Ambedkar Students Association in Hyderabad Central University dared to do and subsequently the Left wing students of the Jawaharlal Nehru University and others repeated, you could be pushed to become Rohith Vemula or to suffer incarceration like Kanhaiya Kumar, Anirban Bhattacharya and Omar Khalid.
If you speak against the anti-labour policy like contractisation of regular work, of the management, you could meet the fate of Maruti Suzuki workers, who were en masse incarcerated for years and now sentenced to life imprisonment. If you speak against the land grab operation of the government you could be labelled as Maoist and simply done to death.
The Muslims, the other of the junta, are any way the anti-nationals and terrorists. The Adivasis in Bastar or Niyamgiri, in effect, merely spoke out against the unlawful handing over of their forests to the capitalists to incur the States’ dirty war on them. The security forces are unleashed on them to rape and maim their women and kill their youth with impunity.
If you take cudgel for victims of the State’s crime as human rights activists, you could meet the fate of Dr Binayak Sen, Soni Sori or Sai Baba. Last December, a seven-member team of the Telangana Democratic Front (TDF), on a fact finding mission into incidents of human rights violations in Bastar, was arrested on the way. It is still in Sukma jail being denied bail. There is not a shred of evidence beyond the police concoction. These are not isolated examples; they pervade all over the country.
Indeed, it has degenerated to the level where the State tells people what to speak and to whom; what to eat and where; where to stand and when to sit; whom to love and whom to hate; effectively moulding us into automatons in service to the State.
It has raised jingoist nationalism above people and unleashed the Hindutva gangs to carry out its writ reminiscent of the Black-shirts of Mussolini and Brown-shirts of Hitler. Notwithstanding a plethora of details about the affinity of the Hindutva progenitors like Vinayak Damodar Savarkar, Balakrishna Shivram Moonje, or Madhav Sadashiv Golwalkar to Mussolini and Hitler, the Rashtriya Swayamsevak Sangh, its organizational fountainhead echoes the Milizia Volontaria per la Sicurezza Nazionale (MVSN, "Voluntary Militia for National Security"), which was originally the paramilitary wing of the National Fascist Party and, after 1923, an all-volunteer militia of the Kingdom of Italy. For the last three years, we have seen a working prototype of what a fascist regime is like. It almost echoes ein Volk, ein Reich, ein Führer – "One People, One Empire, One Leader."
India’s claim to democracy, rather as the world’s largest functional democracy, solely rests on its record of regularly held elections. Although they are more of a ritual observed with massive money and muscle power than the expression of the will of the people, they have sustained the illusion of democracy. The entire framework of it given by the much eulogised Constitution of India rather betrays the intrigues of the native ruling classes against the people.
The illusion was reinforced by projecting Dr Ambedkar, the messiah of the downtrodden, as its chief architect. His coming out of the dazzle of praise within two years of the constitutional working and disowning it in the strongest possible words did not help. His warning that what the Constitution gave was just political democracy and unless it was supplemented by social and economic democracies, the former would not last, also did not work.
The de jure democracy has always been de facto plutocracy, the rule of the money bags. It was a matter of time that it would be transformed into an organised, centralised, authoritarian democracy, which is what fascism is.
The oxymoron in the title sadly characterises this reality of India.
Anand Teltumbde is a writer, political analyst, and General Secretary, CPDR, Maharashtra

MARRUECOS: Estalla una tormenta.



Las masas en Marruecos están hartas de la actitud de  desprecio que les muestra la oligarquía burguesa marroquí. El pueblo carece de servicios públicos con un mínimo de calidad (educación, sanidad…), padece un elevado desempleo, se les expropia las pocas tierras comunales existentes en beneficio de los grandes terratenientes,  la represión tiene como resultado que en las cárceles marroquíes  existan númerosos presos políticos…
Estos hechos se hacen especialmente relevantes en las zonas rurales como en territorios tradicionalmente olvidados y discriminados como la región del RIF. En esas regiones las autoridades gubernamentales destinan una muy baja dotación presupuestaria. Mientras la monarquía y la oligarquía antipatriótica marroquí nadan en grandes riquezas y abundancia, las grandes masas no disponen de lo más esencial.
Es por esos motivos que las masas se han alzado exclamando  “Basta ya”. Des de ancianos, jóvenes y niños se han lanzado a las calles exigiendo mejoras en los servicios sociales, así como la liberación de los detenidos por la represión del gobierno. A continuación mostramos un vídeo tomado por el fotógrafo ‎تلارواق‎  en el que se observan marchas de niños exigiendo la liberación de los presos políticos.

La situación de las escuelas en las zonas rurales es desastrosa. Los alumnos no tienen asientos en que sentarse, hay que compartir un pupitre entre varios y en ocasiones ni tan siquiera esto,  tan solo piedras en las que sentarse y apoyarse para escribir. Por las redes sociales circulan varias fotografías que ilustran estos hechos.

! Que tiemble el gobierno las masas se están despertando !
!  No a la farsa democrática !
! Hay derecho a rebelarse contra la opresión y el terrorismo capitalista !
! Viva la lucha de la nación del RIF

RBC: Entrevista a Alberto Cruz (CEPRID) sobre la India.


Resultado de imagen de revolucion naxalita rbcEl camarada Oscar Díaz, administrador del blog El Bloque del Este, nos ha envíado la entrevista que ha realizado a Alberto Cruz, miembro eminente del Centro de Estudios Políticos para las Relaciones y el Desarrollo (CEPRID) y experto en Asia y en la India, para su publicación y difusión a través de nuestro blog.
Las respuestas de Alberto Cruz son, sin duda, de gran interés para aclarar y dar a conocer la lucha de los pueblos de la India, cuya expresión principal es la conocida como Revolución Naxalita, dirigida por el Partido Comunista de la India (maoísta), y el contexto político-económico en el que se desarrolla. 
Agradecemos al camarada Oscar Díaz su interés por colaborar con la Red de Blogs Comunistas y esperamos que comparta con nosotros otras entrevistas con el objetivo de dar a conocer  otras luchas populares contra la barbarie capitalista y profundizar en sus motivaciones, objetivos y desarrollo. 
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Entrevista a Alberto Cruz


1.¿De dónde nace tu interés por las cuestiones de Asia?

Asia es el continente sobre el que va a pivotar todo el siglo XXI. Al igual que desde la Edad Media todo el mundo ha girado sobre Europa, y desde principios del siglo XX también sobre EEUU, ahora la realidad es totalmente diferente. La desaparición de la URSS hizo que el mundo girase sólo sobre un eje: EEUU. La unipolaridad ha sido el eje de los últimos 20 años. Pero con el comienzo de la nueva crisis capitalista, hubo dos países que vieron llegado el momento de ajustar cuentas con el modelo anterior. Esos dos países fueron, por este orden, Rusia y China. En Occidente se ha endiosado y alabado a quien deshizo la URSS, a Gorbachov. Sin embargo, Gorbachov y su perestroika son odiados, literalmente, en Rusia. Junto con el otro gran adalid de Occidente –y de EEUU-, Yeltsin, son los dos dirigentes rusos más odiados de los últimos 100 años. Eso es así desde hace 16 años y una y otra vez lo reflejan las encuestas.
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Alberto Cruz (CEPRID)

Putin no podía obviar esa realidad. Así que cuando se percató del inicio de la decadencia occidental sólo tuvo que acelerar el enfrentamiento interno entre euro-atlánticos (entre los que su máximo exponente es Medvedev) y euroasiáticos (él mismo) para dar el giro hacia Asia. Y en ese giro inevitablemente tenía que confluir con China. En eso están en estos momentos, fortaleciendo una alianza estratégica que hace que cada día que pasa hace más débil la hegemonía occidental. Y, como es lógico, en este giro hacia Asia no hay que perder de vista a India. Pero este país es en sí mismo tan complejo y tan cautivador, al mismo tiempo, que merecía un estudio a parte. Por esa razón creí necesario abordar primero India para ir abriendo campos hacia el resto de Asia.

2.¿Tienes algún blog o página web donde expongas artículos y opiniones?

Desde su fundación, hace ya casi 10 años, soy uno de los integrantes del Centro de Estudios Políticos para las Relaciones y el Desarrollo (CEPRID) y es ahí donde básicamente expongo mis tesis y mis análisis.

3.¿Tienes algún otro título que te preceda aparte del de periodista?

No me gusta nunca alardear de títulos, no son ni necesarios ni imprescindibles. Eso lo suelen poner tanto el CEPRID como las editoriales cuando publico algún libro, como el de la India. Parece que sin no tienes un título lo que dices desmerece o tiene menos relevancia. Nunca salimos de la titulitis. Así que como es un sambenito que no somos capaces de quitarnos de encima, sí, hice Periodismo y Ciencias Políticas.

4.Escribiste un libro acerca de la violencia política en la India ¿Desde cuándo lleva desatándose esta violencia en el país?

Desde siempre, desde que la India es India y desde antes. Una de las razones que me llevaron a escribir el libro es el papanatismo de los pacifistas, de quienes mencionan a Gandhi sin tener ni idea de lo que dijo o hizo. Sólo saben los trazos gruesos, aquello que sirve al capitalismo. Me explico. Gandhi no fue conocido en Occidente –para mucha gente- hasta finales de los años 60, es decir mucho después de muerto. ¿Por qué? Pues básicamente porque a Occidente le interesaba contraponer el pensamiento de alguien del llamado Tercer Mundo que no abogase por la lucha armada contra el poder colonial. Eran los años de la lucha anticolonial en todo el mundo, especialmente en Asia y en África. En este continente había un personaje, patricio Lumumba, que se había convertido en el referente político e ideológico de todos los movimientos de liberación anticoloniales.

El Che estuvo con él, por cierto. Lumumba fue asesinado por la CIA. Pero como el sentimiento anticolonial no debaja de crecer había que encauzarlo, y ese fue el papel que comenzó a jugar Gandhi. Gandhi no era un revolucionario, era un anticolonialista. Socialmente era un conservador, aunque pacifista. Y ni siquiera siempre fue pacifista, como se recoge en algunos de sus escritos aunque eso se oculta convenientemente y los papanatas que hablan de él lo hacen sin conocer lo más mínimo su historia.

5.¿Que opinas de los naxalitas y el PCI(maoista)?

Su coherencia ideológica es admirable, así como su trabajo político y social con los adivasi, con los indígenas. Fueron los primeros en criticar el paso que habían dado los maoístas en Nepal aceptando el acuerdo de paz y luego formando parte del gobierno. El tiempo les ha dado la razón. Lamentablemente tampoco son conocidos fuera de Asia.

En India tienen un lugar muy claro dentro de la izquierda, convirtiéndose hoy en la única –lo recalco, la única- expresión de una izquierda no ya revolucionaria, sino transformadora, esa palabra que tanto gusta ahora cuando no se quiere reconocer la sumisión al capital de la llamada izquierda tradicional. ¿Transformar qué? Porque si no se transforman las relaciones productivas, mal vamos. Eso lo están haciendo los naxalitas en las zonas que controlan, que no son pequeñas precisamente.

6.Muchos compañeros no apoyan a los naxalitas porque dicen que persiguen y matan a funcionarios de otros partidos comunistas, usando a V.Lenin como escudo ante el rechazo de este al terrorismo ¿Esto es cierto?

No es tan sencillo. Es cierto que los naxalitas han atacado a otros partidos, pero principalmente ha sido al revés: han sido los partidos comunistas –que en la India, como en todas partes, son unos cuantos- quienes han atacado militarmente a los naxalitas o a las estructuras de masas de los naxalitas cuando se han opuesto a ciertas decisiones económicas y políticas. Se pueden citar cientos de casos, pero el más paradigmático fue el de Nandigram en 2007. Es una localidad de Bengala Occidental, uno de los estados que gobernaba el Partido Comunista (marxista) y en ella quería poner una Zona Económica Especial –donde las empresas no pagan impuestos, por ejemplo- pese al rechazo de la población. El PC gobernante apeló a su mayoría, dijo que eran “imperativos del desarrollo” y mandó a la policía a reprimir a los campesinos. Hubo 14 muertos. Los naxalitas salieron a defender a los campesinos no sólo contra la policía, sino contra quienes habían mandado a la policía. Esto es algo que se ha hecho también en otros lugares. Quienes critican a los naxalitas deberían preguntarse por qué razones lo hacen y cuáles son las causas. Los naxalitas son muy cuidadosos en casi todo entre otras cosas porque si quieren crecer va a ser básicamente con las bases de estos partidos. De hecho, una vez que estos partidos han perdido el poder institucional –cada vez tienen menos diputados, por ejemplo, y en Bengala Occidental, que la gobernaron durante 35 años, están casi a punto de desaparecer- muchos militantes de base están volviendo la vista hacia los naxalitas como referente.

7.¿Los naxalitas matan a sangre fria a campesinos como afirma el Janapata Party?

Si por campesino se entiende a una persona que vive en el campo, sí. Si por campesino se entiende a una persona que trabaja el campo, no. El BJP es un partido racista, su programa es la supremacía hindú. La base social de los naxalitas son los adivasi, los indígenas, los pobres de los pobres: están mucho más abajo en la escala social que los parias en el sistema de castas. El BJP ni siquiera considera que los adivasi, o los dalit, los parias, sean gente. Las violaciones, los asesinatos, el despojo de tierras de esta gente es ancestral. No tienen ni derecho a la vida ni a la educación ni a nada de nada. Los naxalitas fueron los primeros que les hicieron caso y quienes les protegieron de esos abusos que se hacían, además, con una estructura paramilitar que se conoce como Salwa Judum que no es nueva, por otra parte, es la copia de lo que hizo EEUU en Guatemala o Perú con la organización de los campesinos de las aldeas para hacer frente a las organizaciones armadas de esos países.

Más recientemente, son similares a los paramilitares colombianos y sus métodos son igual de brutales contra quienes consideran simpatizantes de la guerrilla. Las acciones de los naxalitas van diridas a esta gente, que no trabaja la tierra, que cobra del Estado (o del partido que gobierna) por combatir a los naxalitas. Es un hecho, tanto que cuando uno de estos paramilitares muere a manos de los naxalitas, el Estado para una indemnización a su viuda.

8.¿El Janapata Party ha sido precursor de la violencia y los asesinatos de miembros de grupos políticos y religiosos en la India?
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Desde siempre, con este nombre o con otros. De sus filas salió el asesino de Gandhi, por ejemplo, porque le consideraba muy blando con los musulmanes, entre otras cosas. Si antes hablaba de Nandigram, el baldón para la izquierda en cuanto represión, hay que hablar de Ayodhya o de Gujarat, donde se produjeron matanzas de musulmanes en 1992 y en 2002, respectivamente, con 900 muertos en la primera y 2.000 en la segunda. Ni se han investigado y alguno de los promotores de la segunda es hoy un importante cargo político del BJP. Ahora este partido está en el gobierno y ya no necesita a sus fuerzas de choque para ello, le basta con enviar a la policía y al ejército.

9.¿Que es el Congreso Nacional Indio y que papel ha tenido en la India?

Estás preguntando por la historia de la India. Es muy largo de contar, pero fue el principal partido del país y quien encabezó la lucha por la independencia, aunque eso tuvo también una derecha y una izquierda. Incluso una escisión que abogaba por la lucha armada. Los colonialistas británicos se apoyaron en la derecha, como siempre, para evitarlo y fueron quienes dieron un cierto papel a Gandhi, entre otros. Después de la independencia se convirtió en el sostenedor del gobierno, con políticas socializantes –que no socialistas- pero que sirvieron muy bien para que en ese caldo de cultivo se desarrollasen los partidos comunistas que han tenido –pasado- una importancia fundamental en el desarrollo del país. Si algo hay que alabar del CNI es su política exterior, pues fue uno de los impulsores del Movimiento de Países No Alineados.

Pero de eso hace ya mucho tiempo y la deriva ideológica, como en todos, ha sido brutal. No hay que perder de vista, tampoco, que se ha sustendado en una familia política, los Gandhi (que no tienen nada que ver con el Gandhi pacifista del que hablamos habitualmente, este apellido es bastante común). Como digo, es tan extenso que da para mucho más que unas palabras de respuesta a esta pregunta.

10.Antes de la insurgencia naxalita ¿Qué papel cumplían los comunistas indios, antes y despúes de la independencia de la India?

Volvemos a lo de antes, es muy extenso y es historia. Por resumir: Hubo varias etapas, la primera de lucha contra el colonialismo británico, lo que permitió su auge, en dura pugna con el CNI, mucho más a su derecha yu lo que le permitió un incuestionable papel de hegemonía entra la clase obrera industrializada; la segunda, de colaboración con el colonianismo británico para luchar contra el fascismo, lo que le alejó de la gente en favor del CNI; la tercera, de colaboración con el CNI tras la independencia para consolidarla (no criticando la represión que dio origen a los naxalitas, precisamente); la cuarta, centrándose en ser alternativa de poder puesto que no hay que olvidar que en India fue el primer lugar donde ganaron unas elecciones, en Kerala, allá por los años 50; la quinta, de realización de transformaciones políticas y sociales en los estados que gobernaban que tenían que ser el espejo para todo el país; la sexta, apoltronamiento y derechización –con Nandigram como exponente, el inicio de su ocaso por la represión ejercida-; la séptima, la derrota hasta la casi desaparición en algunos lugares aunque ahora parece que hay un atisbo de recuperación como en Bengala Occidental, donde han recuperado algunas posiciones aunque aún muy lejos de volver a gobernar, o en Kerala, donde han ganado las elecciones después de su derrota de hace cuatro años aunque se han quedado a tres escaños de poder gobernar en solitario, por lo que necesitarán alianzas y sólo las pueden hacer con el CNI. En estos últimos casos me refiero al PC (marxista), porque hay otras expresiones que se reclaman comunistas aunque no con tanto arraigo.

11.¿Por qué Pakistán se separó de la India?

Por la cuestión que ya intuyó Gandhi, por los musulmanes. Siempre han sido segregados y cuando se produjo la independencia no se escuchó sus requerimientos a formar un gobierno inclusivo y respetuoso hacia ellos. También hay que decir que para combatir tanto al CNI como al PC, los colonialistas británicos cortejaron a los musulmanes e incluso les ofrecieron crear un estado propio dentro de India. Como ya he dicho, la hindutva, la supremacía hindú, hace que los pogromos contra musulmanes, católicos y otras religiones esté a la orden del día, especialmente contra ellos. Por eso, y por conveniencia de los británicos, se creó Pakistán.

12.¿Existen actualmente sindicatos fuertes en la India?

Siempre los ha habido, pero durante los años que el PC (marxista) estuvo gobernando pasó lo que en todas las partes: se acomodaron, sirvieron a unos intereses que no son los de la clase obrera a la que dicen defender. Por ejemplo, en Kerala se impedía a los trabajadores informáticos la simple sindicación y el gobierno, del PC (marxista), apoyó a los patronos en contra de los trabajadores. Eso fue en 2006, no hace tanto, y eso fue una de las razones por las que el PC (marxista) perdió las elecciones un poco más tarde. Los trabajadores tuvieron que hacer una dura huelga -convocó una huelga general- no sólo contra los patronos, sino contra el gobierno para lograr sus reivindicaciones. Cuando el PC (marxista) perdió las elecciones en Bengala y Kerala vio las orejas al lobo y reactivó a los sindicatos. El año pasado las movilizaciones fueron importantes y masivas, pero por conveniencias electorales puesto que eso se ha visto en las elecciones de Bengala y Kerala, como ya he señalado. Se mantendrán mientras el PC (marxista) no vuelva a gobernar y luego decaerán. Así ha sido en los últimos 40 años. Por cierto, la principal central sindical es la Confederación India de Sindicatos, que les agrupa a casi todos y que históricamente ha estado vinculada al PC (marxista).

13.Volvamos a la cuestión naxalita ¿Es verdad que los naxalitas no tiene fuerza en las masas populares de la India y su partido es marginal?

Como buenos maoístas se han centrado en el campo, sin preocuparse mucho por las ciudades. Esto les ha proporcionado tanto beneficios como perjuicios. Beneficios porque la expansión por grandes zonas del país es incuestionable, como lo es que India sigue siendo un país eminentemente rural. Todavía casi el 60% de la población vive en el campo. Los adivasi y los dalit residen fundamentalmente en el campo, y esa es su principal base social. A las ciudades están llegando muy lentamente, básicamente a los cinturones industriales y aquí tienen un talón de aquiles que reconocen ellos mismos. Así que si por marginal se entiende la ciudad, sí, son marginales.

Como lo son los otros partidos comunistas en el campo, y eso a nadie le extraña. Hay datos desconocidos, como que la principal organización de mujeres de India es naxalita, la Organización Revolucionaria de Mujeres Adivasi. Su capacidad de lucha y de organización se estudia incluso en alguna universidad y no son pocas las feministas que acuden a sus encuentros para aprender de estas mujeres sencillas, indígenas, campesinas pero que están a años luz de las feministas de las ciudades. Hay muchos reportajes sobre ellas; Shoma Sen y Arundaty Roy son algunas de las famosas que se han rendido a la ORMA, por dar dos ejemplos. Así que a ver quién es marginal.

14.¿El PCI(maoísta) mantiene algún postulado internacionalista con algún país (Cuba, Corea del Norte, Iran...)?

No son muy dados a este tipo de declaraciones. Sí se han posicionado tibiamente con Cuba, en alguna ocasión lo he visto, pero no respecto a Corea del Norte o Irán. Al menos yo no lo conozco. Sí han emitido declaraciones de apoyo a la guerra popular en Perú, en Filipinas o en Turquía, por ejemplo. Ellos siempre hablan del imperialismo y se solidarizan con todos los pueblos que luchan contra el imperialismo, así, en general y como no puede ser de otra manera. Forma parte del Comité de Coordinación de los Partidos y Organizaciones Comunistas del Sur de Asia, pero nada más. Son maoístas y sus simpatías van siempre en esa línea.

15.¿Esta siendo beneficioso la victoria del PCI (marxista) en el estado de Kerala? Se dice que hay tensión con los maoístas alli...

Depende cómo se mire. Las preguntas serían ¿Va el PC (marxista) a aprender de sus errores anteriores, va a dejar de supeditarse a los presupuestos desarrollistas a cualquier precio como hizo, va a plantear un cambio en las relaciones productivas? Si es así será beneficioso, si no es así no lo será en absoluto. Yo no comparto la tesis de “lo menos malo”. El PC (marxista) ha pasado por etapas tan diferentes que me resulta muy difícil en estos momentos ni siquiera otorgarle el beneficio de la duda. Ya he dicho antes que no ha logrado la mayoría absoluta y que tiene que pactar. Y todo lo que hay es a su derecha, con lo que el tipo de gobierno que hará, o está haciendo, va en esa línea, como lo hizo antes: conciliar con el capital. El caso de la sindicación de los trabajadores informáticos está ahí.

¿Mejoras sociales? Seguramente, pero también las plantea un sector del capitalismo para evitar una explosión social y la consiguiente lucha de clases. En cuanto a la tensión con los maoístas es evidente. Desde la unificación con el PCI Naxalbari, la implantación maoísta en Kerala es mucho mayor por lo que se convierte en un competidor evidente para el PC (marxista). Recientemente, creo que en enero, se han extendido a una amplia zona de Kerala y Tamil Nadu. Y el PC (marxista) no perdona que los maoístas presionasen a los bancos por sus préstamos usureros a los campesinos (ha sido en varias ocasiones, pero la última y más exitosa fue en 2013), algo que deberían haber hecho ellos cuando gobernaron y no hicieron. Porque resulta que el índice de suicidios en la India por no poder pagar los préstamos es altísima y ningún gobierno ha metido mano a los bancos. Han tenido que ser los maoístas quienes tomasen cartas en el asunto.

16.¿Existen otros grupos armados en la India que apoyen a los naxalitas?

Esta es una de las consecuencias del desconocimiento de lo que es la India. En todo el país hay 211 grupos armados de todo tipo, incluyendo aquí a los paramilitares. Muchos son de raíz étnica, otros son separatistas y abogan por la libre autodeterminación, otros son musulmanes y otros son comunistas, incluyendo varios maoístas. El PCI (maoísta) es producto de la fusión de varios de esos grupos, tardía puesto que fue en 2004. Y todavía siguen fusionándose, como la que antes decía y que fue el 2015. Pero todavía hay, que yo sepa, 39 grupos políticos, armados o no, que se proclaman maoístas así que la división es muy grande. Y el trabajo de unificación, también.

17.¿Que son los adivasi y los dalits?

Los adivasi son los indígenas del país. India es el país del planeta con mayor número de pueblos indígenas, seguido por Brasil y México. Tampoco es conocido. Creo que ya he dicho que son los pobres de los pobres. Por lo menos fuera de las zonas maoístas porque en ellas son los protagonistas de sus propias decisiones. Hay mucha documentación sobre ello, y algunos vídeos. Una de las cosas que sorprendieron a Arundaty Roy en su viaje a una de las zonas liberadas ya hace unos años, del que publicó su espléndido “Caminando con los camaradas”, fue precisamente la participación de los indígenas en el movimiento maoísta, su nivel de organización y su papel en la toma de decisiones.

Los dalit son los parias, el último escalón de las castas que aún siguen existiendo en la India pese a la Constitución y todas las monsergas legales. Ahora con los hinduístas en el poder, el tema de las castas se ha recrudecido aún más.
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18.¿Que es el frente unido del que habla el PCI (maoísta)?

Es una vieja propuesta, del 2009, que se basa en la alianza táctica de lo que llaman las cuatro clases antiimperialistas y antifeudales: la clase obrera, el campesinado, la pequeña burguesía y la burguesía nacional pero sobre la base de la alianza obrero-campesina. Ese Frente Unido Revolucionario ha actuado en varios lugares e incluso ha cosechado buenos resultados electorales, aunque siempre ha sido posteriormente reprimido e ilegalizado. Ese FUR ha sido de nuevo lanzado a la palestra en 2013 como consecuencia de la debacle de la izquierda parlamentaria y de una cada vez mayor presión de ciertos sectores, incluyendo a intelectuales, para que sean los maoístas quienes lo dirijan ante la constante derechización de esa izquierda parlamentaria. Ahora, creo que fue en diciembre de 2016, se a hecho otro tanto como un elemento imprescindible para luchar contra la hindutva, la supremacía hindú de la que hablaba antes y que para los maoístas es “colonialismo” hindú. La novedad es que ahora se ha lanzado también como una especie de gran alianza política con los partidos de la izquierda parlamentaria. La cuestión es que estos no lo ven con buenos ojos por el tema de la lucha armada.

19.¿Existen otras organizaciones maoistas en la India?

Ya he dicho antes que al menos son 39, que yo conozca. Si hay un país donde la atomización de los movimientos y organizaciones políticas existe, ese es India. No hay que olvidar que tiene 1.200 millones de habitantes, que es casi un continente en sí mismo y que tiene no sólo una muy rica variedad de culturas, pueblos y religiones, sino que tiene una importante cuenta de conflictos irresueltos, esos sí trasversales. Por ejemplo, en Orisha una parte muy importante de las bases maoístas son los cristianos, que al ser perseguidos encontraron protección y refugio en los maoístas. Y lo mismo pasa en otros lugares que pretenden autodeterminarse, donde los movimientos separatistas confluyen con los maoístas o combaten contra ellos.

20.¿Que opinas de los procesos del Nepal?

Hace un tiempo que no lo sigo con detenimiento, pero no tengo muy buena impresión. El afán por pactar, la prepotencia de los dirigentes y el despego hacia las bases fueron determinantes para lo que en un principio fue un buen acuerdo de paz se truncase en una mala salida política. Se abandonó a los militantes a su suerte, se despreciaron todas y cada una de las cláusulas que se firmaron (como la incorporación al ejército del grueso de los guerrilleros, que al final fue sólo un escaso 10% de las fuerzas y muchos de ellos para trabajos casi forestales, o de la mujer, una ínfima minoría de lo que suponía casi el 40% del total de sus efectivos).

Eso provocó malestar primero, desilusión después y fraccionamiento más tarde. Estuvieron en el gobierno, lo perdieron, volvieron a estar en el gobierno, lo perdieron y ahora vuelven a tener a un primer ministro. Un juego de alianzas porque en las últimas elecciones, las de 2013, perdieron casi 60 diputados y lo más importante, más del 30% de sus apoyos anteriores. Vamos a ver ahora el resultado de las elecciones municipales, que son a mediados de mayo. Será un indicativo mucho más claro de lo que pasa allí.

21.¿Cómo afecta el Nepal a la India?

La pregunta sería al revés, cómo afecta la India a Nepal. Una de las pocas cosas que han hecho los maoístas nepalíes tras el acuerdo de paz ha sido que en sus etapas en el gobierno han intentado desligar el nudo que ata a Nepal con la India y la única forma de hacerlo es vincularse con China. Cuando ganaron las elecciones por primera vez en 2008, lo primero que hicieron fue dar prioridad a China frente a India. Eso era determinante, pero está teniendo muchos altibajos en su continuidad y en la política maoísta. India es muy fuerte, todos, sin excepción, los demás partidos no hacen nada que haga daño no sólo a la política exterior de India, sino a los intereses indios dentro de Nepal. Eso vale también para los maoístas, que aunque siguen cuidando de ampliar las relaciones con China no se atreven a ir muy deprisa por lo que supone de desafío a India. Y un desafío a la India supone, si no un golpe de Estado, sí un cambio brusco en la política de alianzas y en su desalojo del poder, del poco poder que se tiene en un gobierno si no se cambian las estructuras que le sustentan. Y una de ellas es el Ejército, casi íntegro y casi sin reformar desde los tiempos de la guerrilla.

22.¿Cómo definirías tú al gobierno indio?

Ahora mismo, y por utilizar una expresión cercana a nosotros, es neofascista. El BJP es supremacista hindú y, por lo tanto, busca no sólo la supremacía racial sino la religiosa. Por primera ven en la historia de la India independiente se ha elegido a un religioso hinduísta para un alto cargo, ministro de Uttar Pradesh, uno de los estados. Es un tipo que ha dicho que hay que demoler mezquitas y que si se viola a una niña hindú ellos harán lo mismo con 100 musulmanas, y así. Es un tipo que alienta el paramilitarismo y un defensor a ultranza del sistema de castas. Es un ejemplo de cómo la versión más religiosa , hinduísta y “masculinista”, si se puede utilizar esa expresión, está cogiendo poder dentro de un BJP que es, además, neoliberal-radical en lo económico; es una especie de tatcherianismo, de reaganismo, para entendernos. Eso es lo que ha llevado al PC maoísta a proponer una nueva versión de su Frente Unido Revolucionario a la que se incorporarían los partidos de la izquierda parlamentaria, pero con el escaso éxito que ya he dicho. Por cierto, la traducción es Partido Popular Indio. Cada vez cuenta con más apoyos por lo mismo que ha ocurrido aquí o muy parecido: la constante derechización de la socialdemocracia y de la pretendida izquierda institucional

Mucha gente vio al BJP como una alternativa a toda esta gente corrupta hasta la médula y ahora es un fenómeno casi imparable. Se tardará un tiempo en ver la realidad, pero mientras tanto en daño será terrible. Sólo hay un aspecto a tener en cuenta que no lo suelen hacer los pretendidos izquierdistas: la política exterior. El BJP está teniendo un cuidado exquisito con ella, alineándose unas veces con EEUU y otras con Rusia o China. Pero, sobre todo, está reforzando su presencia en los BRICS, algo que choca bastante con la senda neoliberal que sigue a nivel interno y con la sumisión acrítica a cualquier cosa que se dice desde sus homólogos ideológicos. No hay que perder de vista que pertenece a la Internacional Democrática, en la que se enmarca, curiosamente, el PP español.

23.¿Qué papel tiene el campesinado en la revolución india?

Absoluto. En un país donde todavía casi el 60% de la población reside en el campo, el campesino lo es todo. Eso lo han entendido desde siempre los maoístas, pero no así el resto de organizaciones de la izquierda, sobre todo la institucional. Si, además, se es indígena, en un país donde los pueblos indígenas son unos cuantos cientos, se entiende mucho mejor todo. Son los campesinos indios quienes están consiguiendo los éxitos más sonados en cuanto a luchas actuales: han conseguido que se ponga en cuestión los transgénicos, han conseguido que se cierren fábricas de Coca-Cola por lo que supone de esquilmación de recursos como las aguas… Pero eso no lo entienden quienes viven en las ciudades. Siempre les han visto como un sector atrasado y así lo sigue viendo la mayoría del país.

24.¿Crees que Pakistan debería volver a unirse con la India en una única República Democrática o mantenerse separados?

A estas alturas de la historia es imposible una unificación. No sólo por lo que supone de cuestión religiosa, sino por otras cuestiones como la política de alianzas de unos y otros.

Por ejemplo, Pakistán es aliado de China, y China es un país enemigo de India, puesto que recuerdo que hubo una guerra entre ambos y eso queda muy profundamente en el imaginario colectivo. India y China son aliados en los BRICS, sí, pero más allá de la economía tienen pocas relaciones y se miran siempre de reojo.

25.¿Existen partidos comunistas en España o colectivos que apoyen la insurgencia naxalita?

Algunos hay, desde luego. Pero no son muchos y, además, el maoísmo en este país está muy de capa caída. Se han hecho algunos actos, se mantienen algunas páginas web y de vez en cuando se hacen algunas pintadas o se publican algunas cosas, pero nada más. En todo el mundo hay una revisión del maoísmo y no para bien. Quienes hace unos años fueron maoístas ahora reniegan de él y eso también influye.